Não há estradas na Ilha de Monteagudo, mas para os amantes de trekking existem cinco trilhos sinalizados, com duração de duas a três horas. Acabam por ser dois trilhos principais com variantes, um para a esquerda e outro para a direita do posto de informação, colocado à entrada da praia de Rodas, e que levam aos dois faróis (um grande e um pequeno). As outras rotas conduzem a agradáveis caminhadas pelas dunas. A caminhada mais exigente dirige-se no sentido do antigo mosteiro e atual centro de interpretação e depois para cima, até ao Monte Farol, a 179 metros de altitude. São sete quilómetros, que se tornam especialmente cansativos na reta final, todo aos ziguezagues até à esplanada do Farol. As gloriosas vistas panorâmicas, em dias de céu limpo, alcançam a norte as Rias de Arousa e de Pontevedra, à direita a Ria de Vigo e atrás a Ilha Sul e o Cabo Silleiro. Pelo caminho podem (e devem), fazer-se desvios, nomeadamente até ao Alto da Campana, rocha caprichosamente esculpida pelos ventos e ao Farol da Porta, ruínas de um castro da Idade do Ferro, perto da Ilha Sul. O caminho da direita, que corre paralelo à Praia dos Alemães, leva ao principal cruzeiro da ilha. Aí bifurca-se em dois. O trilho ascendente atinge o Alto do Príncipe, um conjunto de formações rochosas de formas sugestivas, como a Cadeira da Rainha. Para além das vistas panorâmicas sobre as rias, é o sítio ideal para contemplar de perto a geografia mais acidentada da parte norte da ilha, de falésias muitas vezes abruptas e verticais, atingindo os 193 metros de altitude em Monteagudo, o ponto mais alto da ilha. Não se escala o Monteagudo, mas pode-se chegar mais perto pelo trilho costeiro que conduz ao Farol do Peito, onde se descobrem furnas pronunciadas, escavadas pela fúria do mar.